Wednesday, June 18, 2008

Silêncio II


Não tenho tido nada para escrever. Digo isto com tanta força que quase acredito quando digo não ter nada a escrever.

Não tenho dito nada. Pus as mãos caladas e a ideia a acreditar que tudo era silêncio.

Porque o sinto... Não aquele silêncio que me apetecia, o da calmaria, aquele que conforta por não serem precisas palavras para se terem conversas longas e aprazíveis. Não... Não é esse que me habita!

Tenho em mim o aterrador silêncio da não-paixão... eu, que sou de paixões, preciso deixá-las falar em mim e de ouvi-las no silêncio das horas ocas.

Preciso do (teu) olhar sobre mim e do meu olhar a perder-se em sonhos de amores, de beijos, de toque e de carne.

Não quero este silêncio que me assusta. Quero (esses teus) olhos a chamarem por mim e a pedirem-me para ir! Eu vou... Claro que vou!

Tudo cá dentro é silêncio... tanto silêncio!

Monday, June 2, 2008



Vida em câmara lenta
oito ou oitenta
sinto que vou emergir
já sei de cor
todas as canções de amor
para à conquista partir

diz que tenho sal
não me deixes mal
não me deixes...

no livro que eu não li
no filme que eu não vi
na foto onde eu não entrei
Noticia do jornal,
um quadro minimal
sou eu

vida à média-rés
levanta os pés
não vas em futebois
apesar do intervalo
que é quando eu falo
para nao incomodar

não me deixes na historia
que não terminou
não me deixes

Monday, May 26, 2008




Somos memórias de lobos que rasgam a pele
Lobos que foram homens e o tornaräo a ser
ou talvez memórias de homens
que insistem em näo rasgar a pele
Homens que procuram ser lobos
mas que jamais o tornaräo a ser...

Monday, May 19, 2008

Crocantes....


Bolachinhas e croissants de canela do IKEA. Sim, IKEA, são suecas!
Pedro quando cá vires já sabes, quero bolachinhas. Humm ...Ups

Friday, May 16, 2008


Mesmo os homens mais obcecados pelos livros não conseguem ler mais do que uma minúscula fracção da totalidade dos textos existentes no mundo. Não é um verdadeiro leitor, um philosophe lisant, aquele que nunca sentiu o fascínio acusador das grandes prateleiras de livros não lidos, das bibliotecas à noite de que Borges é o fabulista. Não é um leitor aquele que nunca ouviu, no seu ouvido mais íntimo, o apelo das centenas de milhares, dos milhões de volumes alinhados nas estantes da British Library ou de Widener, pedindo que os leiam. Pois existe em cada livro um desafio contra o esquecimento, uma aposta contra o silêncio que só pode ser ganha quando o livro for de novo aberto (mas, em contraste com o homem, o livro pode esperar séculos pela sorte da ressurreição).

George Steiner, in Paixão Intacta

Fotografia Nicola Dale

Thursday, May 15, 2008

Tuesday, May 6, 2008



Tal destes o melhor ...??



Ele mesmo....:):)