Friday, September 28, 2007
Wednesday, September 26, 2007
Como manter um Amor...
Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia.A certa altura, a menina disse:
- Como se faz para manter um Amor?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
- Pega num pouco de areia e fecha a mão com força...
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão, com mais velocidade a areia se escapava.
- Mamã, mas assim a areia cai!!!
- Eu sei, agora abre completamente a mão...
A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
- Agora, pega outra vez num pouco de areia e mantem-na na mão, semi-aberta como se fosse uma colher... Bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.
A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
- É assim que se faz durar um Amor... Se queres muito alguma coisa, deixa-a livre. Se ela voltar será tua para sempre, se não, é porque nunca foi tua de verdade.
A liberdade é o espaço que a felicidade precisa.
Às vezes as pessoas que mais nos decepcionam, são as que mais amamos. Justamente porque as julgamos perfeitas e esquecemos que são humanas!!!
Tuesday, September 25, 2007
Se me puderes ouvir
O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui
à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos
mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo
José Tolentino Mendonça, in A Noite Abre Meus Olhos
Monday, September 24, 2007
Friday, September 21, 2007
Monday, August 6, 2007
Destino..
Palavras, soltas no vento, vazios, desalentos. Noite de utopia, sonho ou mera fantasia. Espero por ti, barca do destino, neste cais onde o mar é feito de nuvens e o céu inundado de águas. Espero que me leves, fazendo a ponte entre a vida que não me preenche, e os sonhos, ideais e quimeras que me alimentam o espírito. Entrego-me nesta espera, de lágrimas nos olhos por ver derrotadas todas as expectativas, de lágrimas vagueando pela face por sentir na pele o fogo que queima os que me são queridos. Infame destino, tempo perdido na procura do inatingível, minutos, horas e dias, feitos de anos de esforços gorados, remando a contra-maré, sem sair do mesmo sítio. O corpo exausto, espera pela unção, que sarará os flagelos infringidos. A alma cinzenta, escurecida, espera pela luz, para ganhar cor, e resplandecer de energia. Neste lugar, onde não há dia nem noite, onde a espera parece infinita e ao longe avisto o paraíso pretendido, deixo-me ficar, preso aos fios que aqui deixei, pedaços meus que um dia plantei, por quem hoje derramo o sal destas lágrimas que me escorrem como sangue pelo corpo abaixo. É hora de pagar, alto, o preço de um sonho, é hora de aguentar, o cilício, e esperar, mais um pouco, dar tempo, amparar os desprotegidos e... depois... deixar-se levar, até ao destino!